Wednesday, November 29, 2006

TRATADO CONSTITUCIONAL EUROPEU (Cap. I)

UMA POSIÇÃO TRADICIONAL SOBRE O TRATADO QUE ESTABELECE UMA CONSTITUIÇÃO PARA A EUROPA


                                             
Por Filipe Miguel Dias Cardoso

 
I. A Europa é um imenso território que se estende desde o Oceano Atlântico até aos Montes Urais, nele se encerra a mais rica diversidade cultural, social, linguística e histórica de todo o planeta. A riqueza da Europa reside precisamente na sua diversidade de regiões, de povos, de tradições, de Nações.
Ao longo de toda a História do Homem foi destas terras que emergiu a maior parte das ideias, dos avanços e também dos recuos em todas as áreas civilizacionais. Foi ela própria palco de todas as experiências, de acontecimentos que afectaram e mudaram todo o mundo. Este passado não dá superioridade moral à ‘Velha Europa’, antes pelo contrário, acrescenta-lhe responsabilidade, que é uma das suas marcas genéticas, fruto da experiência e da maturidade dos seus povos.
Desde a dominação intelectual até à territorial, a primeira pela Grécia Antiga e a segunda pelo Império Romano, foram fortes os laços económicos, civilizacionais e culturais que se criaram entre as várias regiões europeias, mas só com Carlos Magno (1) se verificou uma primeira relação de direito internacional para todo o ‘Império Cristão do Ocidente’. (2)
Foi de facto a fé cristã que solidificou os laços de união da Europa, isso não poderá ser negado. Mas fomos – nós os europeus, muito mais além, porque as nossas raízes comuns são muito mais profundas. E o que hoje nos devemos questionar, é se: queremos estreitar estes laços de união, deixando fluir a natureza das relações entre os nossos povos, e através da vontade própria e pela liberdade da decisão unirmo-nos; ou se pelo contrário, viramos as costas uns aos outros e à construção de um futuro em comunidade. [CONT.]


 

(1) Carlos Magno ou Carlos I (742-814), Rei dos Franceses e Imperador do Ocidente coroado pelo Papa Leão III, em 800 d.C. Subjugou os Aquitanos, Lombardos, Bávaros, Saxões, Avaros e moveu pioneiramente um movimento militar para expulsar os Árabes da Península Ibérica. O seu vasto Império estendia-se entre o mar do Norte, rios Elba, Ebro e Garigliano, e da Boémia ao oceano Atlântico até aos Pirinéus.
(2) Mais tarde com Carlos V, Filipe II, Napoleão e o III Reich verificaram-se idênticas tentativas forçadas de unificação da Europa.
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Friday, November 24, 2006

AUTORES

JÚLIO MENDES RODRIGO


É licenciado em História e Pós-Graduado em Museologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, actualmente é professor no ensino público, frequentou o curso de Artes Plásticas na Universidade da Madeira e é mestrando em Arte Multimédia na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

Com uma já extensa e diversificada lista de actividades profissionais que lhe conferem um saber feito de experiências, dedica-se à instrospecção do ser anti-social. Bibliómano, melómano e cinéfilo militante, desde muito cedo se sentiu atraído pelo mundo das Artes & Letras, em cujos meios se move sem compromissos, atitude própria de um espírito livre

Nasceu em 1973 em Penafiel, vive em Paredes, assume-se intimamente ligado às culturas nórdicas e cultiva uma interioridade propositada da ruralidade, que contrasta com o seu estilo de vida cosmopolita e urbano.

FILIPE MIGUEL DIAS CARDOSO


Tem formação em Engenharia Geográfica pelo Departamento de Matemática Aplicada da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, actualmente é técnico no Observatório Astronómico da Universidade do Porto, colaborador e consultor de empresas ligadas às áreas da Cartografia, Geodesia, Navegação por Satélite e Sistemas de Informação Geográfica.
A sua carreira profissional eminentemente técnica e quantificativa tolda-lhe uma vertente mais prática da realidade, mas não lhe sossega os ímpetos mais tradicionais do seu ser, em oposição ao materialismo dominante nas nossas sociedades. Aos temas da Tradição, da História e da reflexão inconformista dedica o tempo que sempre encontra nos seus longos dias.
Nascido em 1974 na Rodésia, actual Republica do Zimbabwe, filho de pai transmontano e mãe alto-duriense, viveu em Penafiel 28 anos, divide-se entre o Grande Porto por razões profissionais e a poética cidade de Amarante por razões sentimentais, onde vive.

GUSTAVO EDUARDO G.P. PORTOCARRERO


É licenciado em Arqueologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto; presentemente, é investigador do Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes – Secção Francisco de Holanda, da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.

Nascido no Porto em 1974, tem levado vida de nómada desde que se licenciou, tendo trabalhado e residido em diversos locais.

[adicionado em 15.Outubro.2008]

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Thursday, November 23, 2006

EDITORIAL

«Eu quero, simplesmente uma nova civilização»
(Ezra Pound)




  • A Urgrund [Realidade Primordial e Indestrutível: Matriz de uma Nova Humanidade], projecto editorial que agora surge disponível neste primeiro número, pretende ser eco e veículo de congregação e divulgação de ideias expressas sob as mais variadas formas, sejam elas artísticas, literárias, filosóficas ou ideológicas de matriz fixa no espaço europeu, i.e. a Urgrund será uma revista de Pensamento e Cultura Europeia.
  • A Urgrund é o corolário da acção maturada de pessoas inconformistas, que pretendem fazer comunicação das suas reflexões, críticas, ensaios ou estudos, bem como a divulgação de vultos ou pensadores cuja obra se considere relevante.
  • Fica claro que a linha editorial da Urgrund nunca será dogmática, mas sim aberta, consciente, crítica e sobretudo rigorosa. O objectivo principal será o da expressão livre, porque será autónoma a movimentos ou confissões religiosas, correntes filosóficas ou políticas existentes. Será evidente que os artigos reproduzidos serão apenas e sempre um exercício da livre expressão do pensamento dos autores, e serão vinculados à sua responsabilidade pessoal.
  • Com a Urgrund, estaremos na vanguarda e na inovação metapolítica. Com o pensamento natural que rejeita o mundo moderno actual e por caminhos novos ambiciona por uma Civilização Europeia de Novos Homens.

Uma coisa afirma-mos: - Poder-se-á virar as costas a muita coisa mas nunca à Tradição e à nossa Herança!


 
Portugal – Europa,
Janus Caeli (Festa do Solstício de Inverno - Porta do Céu),
Ano de 2005 (Era vulgaris),

 

       
Os Editores [Filipe Cardoso / Júlio Rodrigo]
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